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Recorde: estoques globais de grãos devem passar de 500 milhões de tn

  • 01.12.2016

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Os estoques de grãos em todo o mundo devem bater recorde, impulsionado pelas safras de milho, soja e trigo, durante o ciclo agrícola 2016/17. A soma de outros cereais – tais como cevada e sorgo – pode reforçar o bom momento do setor, previsto para fechar o período com 504 milhões de toneladas estocadas, pela primeira vez, passando a marca de 500 milhões. As perspectivas foram divulgadas pelo Conselho Internacional de Grãos (IGC, sigla em inglês), no último dia 24 de novembro.

Como o ciclo vigente da agricultura se encerra somente na metade do ano que vem, se não acontecer nenhum imprevisto, principalmente relacionado ao clima, o órgão prevê que a produção total de grãos em todo o planeta possa chegar a um volume recorde de 2.084 bilhões de toneladas, acima do anterior (2014/15), quando alcançou 2.048 bilhões.

Ainda segundo o Conselho, a safra mundial de milho deve passar de 1.042 bilhão de toneladas; a de trigo, 749 milhões e a de soja, 336 milhões. Essa é a sétima vez que o IGC eleva suas estimativas para as safras, estoques e consumo de grãos, em apenas oito meses.

OUTROS DADOS

O órgão internacional também incrementou sua previsão para o consumo mundial de grãos, no período de 2016/17, podendo chegar a 2.056 bilhões de toneladas, impulsionado por um processo industrial mais acelerado nos Estados Unidos. Já a perspectiva para o comércio global deve alcançar a soma de 338 milhões de toneladas, um número ainda abaixo em relação às 344 milhões de toneladas negociadas no ciclo agrícola anterior.

Conforme o IGC, um dos cenários mais favoráveis para o setor de grãos envolve a safra global de trigo, prevista em 749 milhões de toneladas. Segundo o Conselho, a vantagem é que a produção desse cereal crescerá bastante, fazendo um contraponto à estagnação da área de plantio, que deve permanecer praticamente a mesma, ao longo desse período, com apenas algumas reduções nos EUA e Cazaquistão. A compensação para o desempenho mundial deve vir a partir do aumento das áreas colhidas de trigo na Rússia e norte da África.

“O plantio de trigo de inverno no Hemisfério Norte está bem avançado em novembro… As condições das culturas foram consideradas favoráveis em relação ao inverno”, avalia o Conselho, por meio de relatório.

ESTIMATIVAS PARA O BRASIL

Vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Hélio Sirimarco diz que também é relevante ressaltar as últimas estimativas feitas pela USDA (United States Department of Agriculture) para as safras de soja e de milho, que estão na fase final da colheita nos EUA. Tanto o IGC quanto o USDA estimam recorde para ambos os grãos: soja, 118.69 milhões de toneladas  e milho, 386.76 milhões.

“A produção de grãos dos EUA, incluindo aí o trigo, tem um impacto direto nos números mundiais”, salienta.

De acordo com Sirimarco, “no Brasil, o plantio da safra de verão está adiantado em relação aos anos anteriores, principalmente porque, em 2016, as alterações climáticas não foram tão impactantes como as do ano passado”.

Dados da AGRural para o Brasil, também citados pelo vice-presidente da SNA, apontam que o plantio da soja já alcançou 83% da área estimada: “As previsões indicam que as condições climáticas para as safras de verão, apesar do La Niña, deverão ser favoráveis”.

Outras estimativas, desta vez da Companhia Nacional de Agricultura (Conab), apontam que a safra brasileira de grãos 2016/17, conforme seu último relatório (publicado em novembro), deve variar entre 210.9 milhões e 215.1 milhões de toneladas.

“Também será um recorde para nosso país”, observa Sirimarco, acrescentando que isso pode representar um aumento de até 15,6% em relação à safra de 2015/16, que foi de 186.1 milhões de toneladas.

“A safra de soja poderá atingir 103.5 milhões de toneladas, um aumento de 8,5%. Com relação à safra de verão de milho (a safrinha), cujo planto já terminou, a estimativa da Conab é a de que teremos uma produção de 27.1 milhões a 28.6 milhões de toneladas (alta de 4,75% a 10,4% em relação à safra anterior).”

  • Fonte: http://www.agrolink.com.br

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